quarta-feira, 18 de julho de 2018
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
Dendrocronologia Forense
A ciência
que analisa e interpreta o crescimento anual dos anéis das árvores
designa-se por dendrocronologia. O termo provém do grego dendron (que significa árvore), crono (tempo) e logos (conhecimento).
O
interesse por esta temática remonta à Antiguidade, mais concretamente
a Theophrastus (370 a.C) discípulo de Aristóteles que, num dos seus
livros intitulado “Investigando as plantas”, descreve os anéis das
árvores, afirmando que existia uma relação entre os mesmos e o meio
ambiente.
No
Renascimento, Leonardo da Vinci (1651), uma das mentes mais brilhantes
da história, pensou em utilizar os anéis das árvores para reconstruir o
passado. Sugeriu que a largura dos anéis estava relacionada com a
presença da água no ambiente e propôs um método para reconstruir o clima
do passado.
Em 1904,
Douglass, natural do Arizona, que viria a ser considerado o “pai” da
dendrocronologia, recorreu a ela para a datação das famosas ruínas
índias espalhadas por todo o sudoeste americano (Worbes, 2002).
Quando
observamos o corte transversal do caule de uma árvore, verificamos a
existência de sucessivos anéis concêntricos de diferentes tonalidades e
espessuras, os designados anéis de crescimento. Durante
a primavera, a abundância de água faz com que o diâmetro das células
aumente e, por consequência leva à formação de um anel claro (a
distância entre as paredes celulares dá uma aparência mais clara).
Durante o verão (devido à secura) as células são mais pequenas, logo as
paredes celulares estão mais próximas e por isso o anel formado parece
mais escuro. A espessura de cada
anel está relacionada com as condições climáticas, pelo que a mesma
espécie poderá ter engrossamentos mais rápidos devido à água e à
radiação solar abundantes (e o reverso também é verdadeiro). Um par de anéis, claro e escuro, corresponde ao crescimento da árvore, em diâmetro, durante um ano.
A relação
entre os anéis e as condições ambientais, faz com que os anéis funcionem
como arquivos naturais que nos permitem identificar e datar um grande
número de acontecimentos ambientais entre os quais, geadas, inundações,
furacões, incêndios, sismos, erupções vulcânicas, pragas, aumentos de
concentrações de CO2 atmosférico, etc (Cook & Kairiukstis, 1990).
A
dendrocronologia desdobra-se em diferentes ramos, nomeadamente: a
dendroclimatologia (utiliza as informações sobre a espessura, densidade e
o tipo de compostos presentes nos anéis, para reconstruir paleoclimas,
compreender as alterações climáticas que têm vindo a ocorrer no planeta e
prever a resposta da floresta ao clima futuro); a dendroglaciologia
(ajuda a estudar e datar a atividade dos glaciares); a dendroecologia (analisa
padrões, o tamanho e a densidade dos anéis para entender melhor que
relações bióticas e que fatores abióticos influenciaram o crescimento
das árvores e assim reconstituir a história da floresta); a
dendropirocronologia (utiliza as marcas deixadas pelos incêndios nos
anéis, para obter uma sequência cronológica e abrangência espacial dos
mesmos); a dendrohidrologia (identifica e estuda
alterações nos níveis dos corpos de água); a dendrogeomorfologia
(procura compreender as alterações ocorridas nas paisagens devidas a
deslizamentos, movimentos de dunas, atividade eólica, sismos, vulcões e
fenómenos cósmicos) e a dendroarqueologia (estuda a sequência de anéis
presentes em artefactos arqueológicos, habitações, pinturas em madeira e
estruturas de combustão para construir uma cronologia que permita datar
com precisão o contexto arqueológico (Schweingruber, 2007).
artigo completo....
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
António Damásio, o neurocientista das emoções
António Damásio tornou-se com evidência um dos grandes nomes da medicina mundial. Profícuo investigador no campo da neurociência, emergiu como providencial na abordagem ao processo decisional pelo qual o ser humano passa inúmeras vezes. Nesse caminho de quase cinco décadas, foram várias as empreitadas científicas que contaram com este cunho luso. Reverente perante a arte e irreverente no estudo da humanidade, Damásio consolida-se hoje como um dos mais importantes pensantes no cruzamento da psicologia social com a medicina investigativa e ativa.
António Rosa Damásio nasceu a 25 de fevereiro de 1944 em Lisboa. A sua formação decorreu na Universidade de Lisboa, licenciando-se e doutorando-se em Neurologia. As suas pesquisas foram inicialmente desenvolvidas no Centro de Estudos Egas Moniz, em particular no laboratório de investigação da linguagem. Para estender o alcance das suas pesquisas, emigrou com a sua esposa e também neurocientista Hanna Damásio para os Estados Unidos e firma-se como investigador do Centro de Pesquisas da Afasia de Boston, tendo depois integrado a Universidade de Iowa no Departamento de Neurologia do Comportamento e Neurociência Cognitiva. Para além desta unidade, também fez parte do Centro de Investigação da Doença de Alzheimer da mesma universidade.
Nas suas investigações, Damásio destaca-se por propor um grupo de hipóteses inovadoras quanto ao funcionamento do cérebro, baseando-se para isso no estudo do comportamento de doentes com lesões cerebrais. Assim, desenvolveu trabalhos de pesquisa onde analisa as consequências de uma lesão nos lobos pré-frontais num acidentado em 1848. É neste âmbito que surge o caso de Phineas Gage, operário cujo cérebro fora perfurado por uma barra de metal e sobrevivendo a este incidente, que perde a capacidade de tomar decisões e que vê as suas emoções alteradas. Neste, confirma-se que os processos cognitivos em pleno funcionamento não são suficientes para que se garantam comportamentos sociais e pessoais equilibrados. Assim, enquanto processos como a memória, a perceção ou a inteligência são estudados e posicionados, ampliam-se os horizontes do estudo de António Damásio, em que se vai além da envolvência pessoal e social do comportamento.
continuar a ler...
Kandinsky e a essência da arte
Nascido a 4 de Dezembro de 1866, Wassily Kandinsky, um dos grandes pintores de todos os tempos, começou por estudar direito. Apesar de desde sempre as artes lhe despertarem experiências intensas, só perto dos seus 30 anos, quando partiu para Munique, é que começou a explorar a pintura, chegando, anos mais tarde, a professor da Bauhaus.
Ao longo dos seus 78 anos de vida, além do seu papel ativo no universo da pintura e exposições, Kandinsky teorizou com muita regularidade sobre a arte em várias revistas e jornais e chegou mesmo a editar livros em nome próprio, entre eles, “Do Espiritual na Arte” , “ Ponto, linha, plano” e “Gramática da Criação”. Nesses livros é explícita a sua forma de ver não só a pintura, mas também a arte em geral e a educação cultural e artística.
Nascido a 4 de Dezembro de 1866, Wassily Kandinsky, um dos grandes pintores de todos os tempos, começou por estudar direito. Apesar de desde sempre as artes lhe despertarem experiências intensas, só perto dos seus 30 anos, quando partiu para Munique, é que começou a explorar a pintura, chegando, anos mais tarde, a professor da Bauhaus.
Ao longo dos seus 78 anos de vida, além do seu papel ativo no universo da pintura e exposições, Kandinsky teorizou com muita regularidade sobre a arte em várias revistas e jornais e chegou mesmo a editar livros em nome próprio, entre eles, “Do Espiritual na Arte” , “ Ponto, linha, plano” e “Gramática da Criação”. Nesses livros é explícita a sua forma de ver não só a pintura, mas também a arte em geral e a educação cultural e artística.
artigo completo...
Exposição ‘Na Praia’ é inaugurada hoje com 26 obras de Paula Rego
A exposição “Na Praia“, com 26 obras que percorrem uma década de criação da pintora Paula Rego, partindo da peça com o mesmo nome que entrou no acervo da Casa das Histórias, é inaugurada hoje, em Cascais.
De acordo com a Casa das Histórias Paula Rego, a exposição vai estar patente até 26 de Fevereiro de 2017, parte do acrílico sobre tela “On the Beach” (“Na Praia”), criado em 1985, e apresentado em Outubro deste ano em Londres, na feira de arte Frieze Masters.
A peça foi recentemente depositada pelo proprietário, um coleccionador particular português, na Casa das Histórias Paula Rego, passando a integrar o seu acervo, revelou à agência Lusa a curadora da exposição, Catarina Alfaro.A partir desta obra, a Casa das Histórias decidiu apresentar a exposição “Na praia/On the beach“, que dá a conhecer um ideário narrativo e imagético de cerca de uma década de criação da artista, os anos 1980.
Nesta década, Paula Rego encontrou uma linguagem visual radicalmente nova para contar as suas histórias, criando um universo ambíguo e complexo de interacção entre seres humanos, animais, vegetais e híbridos.
A década de 1980, na vida de Paula Rego, é marcada por eventos significativos, como o estabelecimento definitivo da sua família em Londres, no Reino Unido, dando início a um novo ciclo.
Em 1983, a artista começa a colaborar com a Slade School of Fine Art, enquanto professora convidada e, cinco anos depois, em 1988, realiza a sua primeira grande exposição individual na Serpentine Gallery (Londres).
Este é, no entanto, o mesmo ano de um evento trágico na vida da pintora, pois o marido, também artista, Victor Willing, morre de esclerose múltipla, após longo período de doença.
Também até 26 de Fevereiro, vai continuar patente a exposição “Old Meets New“, também da artista, na Casa das Histórias Paula Rego.
Texto de Lusa
fonte: Comunidade Cultura e Arte
Soares dos Reis, um dos principais rostos das belas artes em Portugal
António Soares dos Reis foi um dos principais rostos das belas artes portuguesas. O seu papel emerge como determinante na afirmação da escultura lusitana, tornando-se um dos mais irreverentes artistas da sua geração. Com raízes nortenhas, foram nestas terras que as suas obras ganharam uma aparência de vida quase incomparável. A sensibilidade impregnada nos rostos e volumes desenvolvidos ficou assegurada como um aspeto que concedeu a Soares dos Reis o estatuto de lenda. Para isso, comprova-se toda a influência que se proliferou nos dois lados da foz do Rio Douro, dando nome e arte a cidades com história e encantos de memória.
António Manuel Soares dos Reis nasceu em Mafamude, Vila Nova de Gaia, a 14 de outubro de 1847. Não obstante ser educado de forma austera, acompanhando o seu pai na função de merceeiro, nunca escondeu o seu apetite pela criação e pela inovação, até nos embrulhos dos quais nascem desenhos. À revelia do pai, talhava bonecos em madeira e modelava santinhos de barro que colocava no seu quintal ao Sol para a sua cozedura. Estes foram valorizados pelo seu vizinho e também artista Diogo de Macedo, que, ao lado do também pintor Francisco de Resende, convenceu o progenitor de Soares a que o seu filho se movesse de engenhos e de ideias para então Academia Portuense de Belas Artes. Sob a tutela do mestre João António Correia, concluiu o curso três anos depois, em 1866, colhendo prémios em desenho, arquitetura e escultura. No decorrer desse período letivo, e para ajudar a consolidação da sua formação humana e artística, viveu em Paris e Roma como bolseiro, cidades europeias em eternas convulsões sociais e criativas. Na primeira, foi discípulo do francês Jouffroy frequentou a École Imperiale et Speciale des Beaux Arts, conquistando mais prémios e notabilizando-se entre os seus colegas como o “voleur des prix” (ladrão de prémios), mesmo sem nunca se dar à folia parisiense. Toda esta bagagem valeu-lhe influências proeminentes na sua personalização como autor de esculturas, dando origem a diversas e futuras gratificações à sua pessoa na cidade do Porto, fundamentando a atribuição da bolsa ao artista. No seu regresso, devido à guerra Franco-Prussiana, foi recambiado para Itália, em virtude da extensão do seu período como bolseiro no estrangeiro e para conhecer os grandes clássicos da arte.artigo completo...
Portugal está entre os países europeus com maior número de crianças obesas
A obesidade infantil é atualmente considerada a pandemia do século XXI, sendo a segunda principal causa de morte que se pode prevenir, apenas precedida pelo tabaco, e Portugal é um dos países europeus com mais crianças afetadas por este problema. Torna-se, por isso, fundamental preparar os profissionais de saúde para combater este problema desde o início de vida. Neste âmbito, o Instituto de Ciências da Saúde, da Universidade Católica Portuguesa, lança, em Lisboa, a pós-graduação Nutrição em Pediatria, que decorre entre janeiro e novembro do próximo ano.Com inscrições abertas até 18 de janeiro, o curso dirige-se a profissionais de saúde de diferentes áreas pois, segundo Ana Isabel Lopes, que juntamente com Fernando Coelho Rosa coordena o curso, “esta pós-graduação destina-se tanto a pediatras como a médicos de medicina geral e familiar, obstetras, nutricionistas, enfermeiros e farmacêuticos, tendo como principal objetivo a promoção da saúde e do bem-estar geral da criança e da sua família, pretendendo não só alargar o conhecimento e as medidas práticas em aspetos mais especializados, como também promover o desenvolvimento da investigação clínica nesta área da saúde”.
O corpo docente desta pós graduação conta com uma vasta experiência clínica e um grande conhecimento académico que, no decorrer do curso, será partilhado em temas como: a nutrição materno-infantil, avaliação e intervenção em idade pediátrica, nutrição da infância à adolescência e risco nutricional e nutrição na doença pediátrica.
Para mais informações podes consultar o site do Instituto de Ciências da Saúde de Lisboa.
fonte: Comunidade Cultura e Arte
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Ecos de uma revolução falhada
Na Galeria da Avenida da Índia, RED-Africa – Things Fall Apart
resgata e problematiza algumas das narrativas do comunismo no
continente africano. Para lembrar e pensar acontecimentos e promessas
que marcaram a segunda metade do século XX.
Homens e mulheres de várias nacionalidades e etnias conversam entre
sim, sorriem. E dançam, tomados por uma alegria genuína, de mãos dadas e
braços entrelaçados. A atmosfera é de festa, de amizade, mas o
espectador pode duvidar. O que tem diante de si são imagens de arquivo,
produzidas na URSS nos anos 60, que o artista Alexander Markov editou
para o seu filme Our Africa (2016). Sabemos o quanto as imagens
podem ser enganadoras e a que as de propaganda são mentirosas. Mas
aqueles homens, aquelas mulheres não parecem estar a fingir. Estão a
exprimir afectos, bons sentimentos. Estão? A história é um lugar
complexo, feito de histórias e memórias distintas, por vezes
contraditórias, irreconciliáveis.
E é nesse mundo que RED-Africa – Things Fall Apart nos coloca. Patente até 12 de Março na Galeria da Avenida da Índia, esta exposição, comissariada por Mark Nash tem uma finalidade: reflectir sobre as realidades sociais e políticas do mundo comunista ou pós-comunista contra um pano de fundo que o espectador português reconhecerá: África. A sua narrativa é a da segunda metade do século XX e, com o auxílio dos artistas e das obras, traz ecos e ruínas de um projecto político que, como todos os projectos políticos, não resistiu à imprevisibilidade que caracteriza as acções humanas. O título remete para essa condição efémera das “obras” dos homens, citando o livro homónimo do escritor nigeriano Chinua Achebe (datado de 1958) que lidava com a devastação produzida pelo colonialismo europeu no continente africano.
artigo completo...
E é nesse mundo que RED-Africa – Things Fall Apart nos coloca. Patente até 12 de Março na Galeria da Avenida da Índia, esta exposição, comissariada por Mark Nash tem uma finalidade: reflectir sobre as realidades sociais e políticas do mundo comunista ou pós-comunista contra um pano de fundo que o espectador português reconhecerá: África. A sua narrativa é a da segunda metade do século XX e, com o auxílio dos artistas e das obras, traz ecos e ruínas de um projecto político que, como todos os projectos políticos, não resistiu à imprevisibilidade que caracteriza as acções humanas. O título remete para essa condição efémera das “obras” dos homens, citando o livro homónimo do escritor nigeriano Chinua Achebe (datado de 1958) que lidava com a devastação produzida pelo colonialismo europeu no continente africano.
artigo completo...
E pela primeira vez viu-se o espectro de luz de um átomo de antimatéria
Experiências decorreram no Laboratório Europeu de Física de Partículas, em Genebra.
Pela primeira vez, conseguiu-se observar o espectro de luz de um átomo de antimatéria – um anti-hidrogénio, anunciou esta segunda-feira o Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), em Genebra, Suíça, onde decorreram as experiências.
Publicado na revista Nature, este resultado baseia-se em desenvolvimentos tecnológicos que vêm abrir a porta a uma era completamente nova de investigação de alta precisão da antimatéria, sublinha o comunicado do CERN, organização de que Portugal faz parte. “É o resultado de mais de 20 anos de trabalho da comunidade da antimatéria no CERN.”
Primeiro, algumas explicações sobre matéria e antimatéria. Os átomos têm electrões em órbita dos seus núcleos. Quando os seus electrões saltam de uma órbita para outra, absorvem ou emitem radiação num comprimento de onda específico, formando o espectro do átomo. Cada elemento tem o seu próprio espectro, daí que a espectroscopia seja uma ferramenta usada em muitas áreas da física, da astronomia e da química, explica-se no próprio comunicado do CERN: “Ajuda a caracterizar átomos e moléculas e os seus estados internos. Por exemplo, na astrofísica a análise do espectro de luz de estrelas distantes permite aos cientistas determinar a sua composição.”
artigo completo...
Pela primeira vez, conseguiu-se observar o espectro de luz de um átomo de antimatéria – um anti-hidrogénio, anunciou esta segunda-feira o Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), em Genebra, Suíça, onde decorreram as experiências.
Publicado na revista Nature, este resultado baseia-se em desenvolvimentos tecnológicos que vêm abrir a porta a uma era completamente nova de investigação de alta precisão da antimatéria, sublinha o comunicado do CERN, organização de que Portugal faz parte. “É o resultado de mais de 20 anos de trabalho da comunidade da antimatéria no CERN.”
Primeiro, algumas explicações sobre matéria e antimatéria. Os átomos têm electrões em órbita dos seus núcleos. Quando os seus electrões saltam de uma órbita para outra, absorvem ou emitem radiação num comprimento de onda específico, formando o espectro do átomo. Cada elemento tem o seu próprio espectro, daí que a espectroscopia seja uma ferramenta usada em muitas áreas da física, da astronomia e da química, explica-se no próprio comunicado do CERN: “Ajuda a caracterizar átomos e moléculas e os seus estados internos. Por exemplo, na astrofísica a análise do espectro de luz de estrelas distantes permite aos cientistas determinar a sua composição.”
artigo completo...
Afinal, qual é o mistério da sonoridade dos Stradivarius?
Tem havido muitas especulações sobre o que distingue o som dos
famosos violinos. Parece que a idade, o tratamento químico e as
vibrações são parte do seu enigma.
Já só de ouvirmos a palavra “Stradivari” parece surgir uma melodia divinal vinda de um violino. Pois é, quase involuntariamente associamos os violinos fabricados por Antonio Stradivari a uma qualidade musical acima da média. Como tal, ao longo da história têm surgido as mais vastas teorias, mais ou menos afinadas, sobre a composição do material do violino. Surgem agora novos resultados sobre a constituição dos Stradivarius, num estudo coordenado por Hwan-Ching Tai, do Departamento de Química da Universidade Nacional de Taiwan, publicado esta segunda-feira na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Resumindo, os Stradivarius têm composições orgânicas e inorgânicas distintas dos violinos mais recentes.
Foi em Cremona, uma cidade do Norte de Itália, que se deu a invenção do violino tal como o conhecemos hoje. O primeiro grande fabricante de violinos foi Andrea Amati. Foi ele quem inaugurou uma época de ouro no fabrico de violinos, seguindo-se-lhe nomes como Giuseppe Guarneri ou Antonio Stradivari. E paramos aqui. Antonio Stradivari merece uma pausa.
Este italiano viveu entre 1644 e 1737 e estima-se que tenha fabricado mais de mil violinos. Além da quantidade, Stradivari destacou-se também pela qualidade dos instrumentos que construiu. Além da sonoridade distinta, calcula-se que os violinos de Stradivari sejam resistentes ao longo do tempo. Ainda chegaram até nós cerca de 600, que atingem valores de mercado consideráveis. Alguns chegaram a valer quase cinco milhões de euros.
artigo completo...
Já só de ouvirmos a palavra “Stradivari” parece surgir uma melodia divinal vinda de um violino. Pois é, quase involuntariamente associamos os violinos fabricados por Antonio Stradivari a uma qualidade musical acima da média. Como tal, ao longo da história têm surgido as mais vastas teorias, mais ou menos afinadas, sobre a composição do material do violino. Surgem agora novos resultados sobre a constituição dos Stradivarius, num estudo coordenado por Hwan-Ching Tai, do Departamento de Química da Universidade Nacional de Taiwan, publicado esta segunda-feira na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Resumindo, os Stradivarius têm composições orgânicas e inorgânicas distintas dos violinos mais recentes.
Foi em Cremona, uma cidade do Norte de Itália, que se deu a invenção do violino tal como o conhecemos hoje. O primeiro grande fabricante de violinos foi Andrea Amati. Foi ele quem inaugurou uma época de ouro no fabrico de violinos, seguindo-se-lhe nomes como Giuseppe Guarneri ou Antonio Stradivari. E paramos aqui. Antonio Stradivari merece uma pausa.
Este italiano viveu entre 1644 e 1737 e estima-se que tenha fabricado mais de mil violinos. Além da quantidade, Stradivari destacou-se também pela qualidade dos instrumentos que construiu. Além da sonoridade distinta, calcula-se que os violinos de Stradivari sejam resistentes ao longo do tempo. Ainda chegaram até nós cerca de 600, que atingem valores de mercado consideráveis. Alguns chegaram a valer quase cinco milhões de euros.
artigo completo...
Subscrever:
Mensagens (Atom)




